18 de setembro de 2006

CONTEMPORÂNEO OU A MORTE

Dá-me sempre vontade de rir assistir ao deslumbramento das pessoas pelo que é "moderno", "actual". Pelo artista que retrata o seu tempo, como se nessa identificação pudesse haver outra coisa que não seja o mero reflexo do que se está a viver. Há, nos meios intelectuais, uma atracção compulsiva pela "última linguagem", que amanhã será a "linguagem out", tal como o último deslumbramento já passou, sem que se tirassem daí as necessárias conclusões sobre a noção de "temporal".
Para quem ainda tiver dúvidas, fica este exemplo onde todos os detalhes foram estudados à exaustão... na óptica dos anos 80.



ps: I rest my case.

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